Histórico PROGOETHE

 

Histórico PROGOETHE

 

 

A união entre a tradição vitivinícola da região de Urussanga e a uva Goethe permitiu a produção de vinhos típicos com identidade própria. A trajetória secular dos vinhos Goethe na região entrou em uma nova fase a partir de 2005, com a fundação da PROGOETHE. Essa associação reúne os produtores com o propósito de levar os vinhos Goethe da região à excelência. Abrange o território dos municípios de Urussanga, Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Cocal do Sul, Treze de Maio, Nova Veneza, Içara e Orleans, sul de Santa Catarina.


A PROGOETHE - Associação dos Produtores da Uva e do Vinho Goethe da Região de Urussanga, com sede nesse município, conta com a assessoria técnica do SEBRAE/SC, da EPAGRI, Governo do Estado, Prefeitura Municipal de Urussanga e Universidade Federal de Santa Catarina para realização das pesquisas na busca do IGP dos vinhos Goethe (Indicação Geográfica de Procedência).


Objetivo:

Promover a união dos produtores da uva e do vinho Goethe estabelecendo a imagem de um produto nobre e conhecido nacional e internacionalmente.


Missão:

" Promover e elevar a uva e o vinho Goethe da região de Urussanga ao status de um produto nob re - especial junto ao público consumidor."

 

Sede Progoethe e Central Turística de Urussanga Sede Progoethe e Central Turística de Urussanga
Sede Progoethe e Central Turística de Urussanga

 

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Histórico Uva Goethe na Região

 

A respeito da variedade Goethe, Mariot (2003) descreve sua origem a partir do verão de 1851, em Salem, Massachusetts, Estados Unidos da América (EUA), quando Edward Staniford Rogers, um horticulturista amador, realizou o seu primeiro trabalho de hibridação em viticultura. O objetivo era unir a rusticidade das videiras americanas com o sabor rico e delicado das européias. Na hibridação de Muscat Hamburg (Black Hamburg) e Carter, obteve 45 seedlings que passaram a ser conhecidos como os "híbridos do Rogers". Ele numerou cada um destes seedlings e o número 1 ele nomeou de "Goethe" em homenagem ao proeminente pensador alemão. Assim, nasceu a variedade Goethe que apresenta 87,5% de genes de variedades de Vitis vinifera e apenas 12,5% de genes de videiras americanas em seu genoma, sendo uma variedade com características olfativa e gustativa de moscato. 

 

 

A variedade Goethe em Santa Catarina:


Segundo Vettoretti (2001), as primeiras videiras cultivadas na região Sul de Santa Catarina foram plantadas no vale do rio Carvão em Urussanga. O autor afirma também que, já em 1887, o vinho era produzido praticamente por todas as famílias das colônias Azambuja (Pedras Grandes) e Urussanga para o consumo próprio.
As videiras européias (Vitis vinifera) trazidas pelos primeiros imigrantes, não se adaptaram às condições da região de Urussanga. Optou-se então pela implantação de variedades americanas (Vitis labrusca) e de seus híbridos que são mais resistentes a problemas fitossanitários (Mariot, 2003).


Dentre as variedades de uva que foram introduzidas na região, sejam elas híbridas ou americanas, a Goethe mereceu destaque. Além de ter apresentado boas adaptações às condições da região, o vinho elaborado a partir dela apresentava características peculiares que a diferenciam dos outros vinhos ali produzidos, sendo apreciado pela população e marcando fortemente a sua história.


A história da Goethe na região começa com o regente do consulado italiano, Giuseppe Caruso Mac Donald, que chegou ao município de Urussanga no final do século XIX. Sua atribuição era de observar a evolução das colônias de imigrantes italianos em Santa Catarina, prestando auxílio a sua população e enviando relatórios à Itália.
Nascido na Itália, advogado e jornalista, Caruso Mac Donald tinha uma forte relação com a vitivinicultura. Ele mantinha contato com Benedito Marengo, um imigrante italiano em São Paulo, que foi responsável pela introdução de diversas variedades de uva no Brasil. A Goethe estava entre essas variedades e foi aportada por Caruso Mac Donald à região de Urussanga e distribuída aos imigrantes. Essa variedade, com o decorrer dos tempos, mostrou possuir uma boa adaptação à região e também características típicas que diferenciam o seu vinho das demais variedades e, também, de outras regiões de cultivo (Rebolar et al., 2007).


Estas qualidades são referenciadas pelo enófilo Sergio Inglez de Souza (Souza, 2004), afirmando que os vinhos da Goethe produzidos na região de Urussanga são autênticos terroir, que sem modéstia podem substituir os vinhos italianos frascati ou lambrusco.


Exceto a região de Urussanga e Pedras Grandes em Santa Catarina são raros os locais onde se produz uva da variedade Goethe de forma econômica, e destacando-se ali como patrimônio cultural, onde sua produção de vinho branco faz parte da história e tradição locais. Além disso, surgiu na região uma mutação da variedade. Esse clone, com algumas características distintas da Goethe original (clássica), também conhecida na região por "Goethe Primo", possibilitou a elaboração de vinhos brancos típicos da região.

 

 



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